domingo, 9 de janeiro de 2011

Famílias

A família genética não é uma opção. É uma herança que recebe os "cargos" de tios, tios-avós, avós, primos, sobrinhos, de 1º, 2º, 3º e todos os graus que o conjunto dos números reais permitir. As afinidades e empatias nem sempre existem mas apesar disso, algumas vezes, existem o bom-senso e o esforço sincero da convivência ligada pela história comum. Porém, inimizades, traições, incidentes e acidentes da vida e principalmentes os espólios tornam os laços fragéis e algumas vezes os dissolvem. Nessas horas, os advogados entram em cena e tentam chegar ao denominador comum que geralmente marca o fim do relacionamento histórico ou genético. Prefiro ser partidária do esforço e do bom-senso, mas seria ingenuidade acreditar que isso seria o suficiente para manter a estrutura funcionando de forma saudável.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Capitalism, a love story

O documentário "Capitalism, a love story" feito por Michael Moore é um mergulho nas entranhas do capitalismo dos EUA desde seus primórdios. A crise econômica recente é dissecada e explicada detalhadamente. A desocupação de casas por causa das hipotecas, a perda de empregos, os movimentos políticos e os lobbies, fazem os problemas de nosso país parecerem menores que os deles. Porém, o contexto brasiliero é muito diferente e os nossos problemas são outros mas existem pontos comuns como a ganância desmedida daqueles que já têm muito, o sofrimento desgraçado dos que têm pouco, a solidariedade que brota quando até a mídia e a polícia se percebem como parte dos que estão nas camadas menos favorecidas, a esperança de virada quando políticos têm a coragem de representar as dores do povo em discursos que escancaram a realidade da maioria da população que o Congresso finge não ver. A crise não aconteceu em um minuto mas foi o resultado de décadas de ações elitistas. O documentário termina com a eleição do Obama, mostrando como algumas instituições que geraram a crise participaram do financiamento de sua campanha e do movimento de alguns cidadãos contra essas mesmas instituições. Do povo para o povo e não somente para os de Wall Street é a mensagem final.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Insanidade coletiva

Não sei se alguém é o autor ou se é do senso comum a frase "Repetir mais do mesmo e esperar um resultado diferente é insanidade". Seja lá de quem for a autoria, as ciências exatas atestam a sua veracidade pois somando-se os mesmos números chega-se ao mesmo resultado. No meio político democrático existe algo chamado de oposição que teoricamente deveria equilibrar o fiel da balança e evitar parcialidades. Tenho visto comentários sobre a ausência de oposição política no Brasil desde que o que era chamado de oposição se assentou em Brasília, ou seja, o que sempre foi situação não soube ser oposição quando mudou de posição. "Deixa o homem trabalhar" foi um dos bordões do governo Lula e me parece que essa frase ganhou um respeito tal que os sons contrários foram abafados e o homem trabalhou e terminou o governo com um nível de popularidade altíssimo. Acredito no poder do pensamento diferente para gerar o desconforto do qual nasce a mudança. Na próxima década teremos Olimpíadas e Copa do Mundo e talvez estes sejam anestésicos mais fortes que frases para calar qualquer oposição. No meio disso tudo, será que mais uma vez será o Lula quem terá a lucidez de se levantar como líder de uma nova oposição uma vez que o FHC e demais políticos não conseguiram fazer esse movimento na última década? Ou será que viveremos uma década de insanidade coletiva?

Enfim ... eu!

Depois de 11 ensaios de texto, depois de ler , reler, compartilhar, pensar, repensar , decidi escrever usando meu nome. Mesmo sendo eu, continuo a ser um ser pensante que acredita no simples e em tudo o que já disse e redisse. Os que quiserem se achegar, serão bem-vindos sempre!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Digerindo a dor da alma

Discordo de quem disse que o tempo cura a dor. Ele dilui, mas não cura. A cura de uma ferida só acontece quando existe a decisão consciente de cuidar.  O tratamento pode ser lento e também causar alguma dor. A dor de curar a dor. Cada um digere sua cura em ritmos diferentes. A cicatriz é inevitável mas fica como um monumento à coragem de lutar e uma lembrança à sabedoria de ter optado em olhar para fora e finalmente ter entendido que a vida vale mais.

Declaração de desistência

Ter, fazer e ser ...  trinca que faz uma trança, aprisiona e distorce valores.
Cansei do complicado. Desisto!
Que o ser volte a ser vivo.
Que venha o simples.
Que venha a vida.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Um pouco mais ...

De afeto
De bondade
De carinho
De dúvida
De esforço
De fidelidade
De justiça
De verdade

Um pouco mais de coragem para fazer um pouco mais
Sair da mediocridade do conforto
Fugir da prisão particular
Ser mais para alguém
Ser menos para si
Viver a excelência da vida plena
E dormir em paz