sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Necessidade de ter

"Compramos coisas que não precisamos, com dinheiro que não temos, para impressionar pessoas que não gostamos"

Ouvi essa expressão hoje pela manhã do Mauro Halfeld, comentarista de Economia da rádio CBN-SP.

Várias análises poderiam ser feitas, mas como não sou teórica de nada, fico com minha intuição. Usarei perguntas que fazem parte de algumas ferramentas de gestão de qualidade no mundo corporativo para tentar entender melhor o que existe nessa expressão. As perguntas são simples, mas ajudam imensamente: o quê? como? para quê?

- "O quê?": indica o objetivo.
- "Como?": indica a metodologia, o meio que será usado para o atingimento de um objetivo.
- "Para quê": indica a finalidade do objetivo.

Analisando dessa forma, entendo que: existe um grupo de pessoas que vive em função de acumular bens que não precisa, submetendo-se a dívidas e juros, para chamar atenção de pessoas com as quais não desfruta de empatia/simpatia.

Sinceramente acredito que essa não seja a maneira mais sensata e saudável de se lidar com a relação entre obtenção de recursos e bens.

Acredito no objetivo de obter o que é necessário, com os recursos que se dispõem, para se permitir as condições de atender às necessidades de uma vida digna e com alguns mimos que reflitam gostos e preferências pessoais.

Impressionar o outro por meio de posses pode ser uma forma inicial de chamar atenção para si. Porém, a manutenção dessa estratégia depende da manutenção ou aumento das posses e assim é estabelecido um estilo de vida sustendado pelo "ter" e não pelo "ser".

Nesse caminho, o "ser" se desorienta e se perde. Quando o "ter" deixa de ser possível, o resgate do "ser" é pesaroso e geralmente solitário.

"Ter" é prazeroso mas a manutenção do "ser" é o desafio maior nesse contexto em que a aparência vale mais que a essência.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ação e Reação

Em alguns momentos, os sentimentos se intensificam de tal forma que ganham densidade e parece que podem se materializar no mundo físico.
Mas sentimentos não são objetos.
São abstrações que recebem nomes e têm conotações positivas ou negativas.
Sentimentos se traduzem em ações.
Gostar, odiar, amar ...
As ações podem ser em relação ao outro ou a si próprio.
Segundo Newton, "ação gera reação", ou seja, nada fica inerte ao ser incomodado. Porém, ações positivas nem sempre geram reações positivas pois o resultado de uma ação depende de fatores vários que fogem ao controle e à vontade do autor da ação.
No abstrato mundo dos sentimentos, as reações nem sempre são pareadas, do tipo "amor = amor". Esse par, algumas vezes se traduz como "amor = indiferença" e "indiferença = tristeza".
Os desdobramentos se multiplicam em outros sentimentos e ações que se estendem pela finitude da existência permeando as relaçãoes e as tentativas de conexões entre as pessoas.

domingo, 15 de janeiro de 2012

O arco-íris

Fiz a imagem, mas ainda não encontrei palavras para ela. Vou deixá-la por aqui e fico no débito do texto.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Saudade

Saudade tem a ver com passado
Com o que foi
E foi bom
Tão bom que virou memória
Virou história
Que vai ser lembrada
E poderá se manter viva
Se for contada ou escrita

Mas ... e saudade do futuro?
Existe isso?
Talvez isso seja o sonho
Querer demais que algo seja real
Vontade de ver e de tocar
Coisas que a mente pensa
Coisas que o coração sente

Ai, que saudade do futuro !!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ano novo

Apesar de não me lembrar o autor, gosto da frase "quem decidiu fatiar o tempo?".
Ciclos que se fecham, que marcam início e fim, são importantes pois nos relembram a finitude da qual todos nós somos vítimas incondicionais durante nossa vida.
Seja lá qual for o calendário que se adota, início e fim estarão por lá, mesmo que não coincidam na cronologia das datas.
Talvez algumas situações pessoais não acompanhem o calendário e escapem à noção comum de começo e fim, mas seja lá como for, a sensação de renovação e de esperança do mês de janeiro é comum e por isso parece que uma nova página começará a ser escrita.
Como diz uma musiquinha " hoje é um nova dia de um novo tempo que começou ..."
Tudo novo de novo!
2012 lá vamos nós!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vagamente divagando: sobre "eu te amo"


Pessoas são sistemas ambulantes que se acomodam em uma embalagem chamada corpo.
O contéudo de cada um é diferente do outro e as maneiras de interagir com o ambiente e com outros sistemas ambulantes é muito peculiar. Regras foram criadas para permitir que a convivência fosse possível. Porém o esforço individual é fundamental para que o que se chama de sociedade possa funcionar.
Do esforço, da convivência, nascem as chamadas "reações humanas". Laços se criam, aparecem o sentimento de amizade, as ações de solidariedade e se estabelecem relações. Apesar de diferente, apesar de único, cada sistema ambulante percebe que é muito melhor funcionar em companhia de outro sistema.
Nesse ínterim, o amor pode nascer como uma ponte que une pessoas cujas diferenças, individualidades e distância física, não impedem a percepção de que a existência seria insuportável sem que o outro fizesse parte do contexto.
Dizer "Eu te amo" significa "Sua existência trouxe um novo significado à minha existência. Sem você, eu estaria mergulhado no meu eu, só. Você abriu meu entendimento para um mundo que sempre existiu mas que eu nunca pude enxergar. Mesmo que nossas vidas se separem, sua passagem pelo meu mundo fez com que meus conteúdos fossem reestruturados e minha embalagem criasse uma nova forma de interação com o ambiente e com os outros. Você me fez ser humano.".
Eu te amo sempre, sempre e sempre.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Oração

Tem dias em que a vontade é fechar os olhos e não acordar mais.
Mas eis que os olhos se abrem e de novo a vida surge e de novo é preciso viver.
Será que eu poderia doar a minha vida para alguém com mais vontade de viver do que eu?
Cansei disso há muito tempo, mas ainda tenho insistido, ainda tenho acreditado. Porém, os motivos vão deixando de existir e por mais que eu tente encontrar outras motivações, elas vão enfraquecendo.
Serão todos bons atores, que riem, que se alegram e que fazem de conta que as coisas vão bem? Me parece que sim e que eu não soube interpretar o meu papel.
Não soube ser filha, não soube ser irmã, não soube ser namorada, não soube ser amiga, falhei em todos os meus papéis!
Olho para os lados e não me encontro no outro, olho para dentro e não me encontro em mim, olho para cima ... e nem lá eu me encontro.
Tenho um pedido a fazer: por favor, Deus, me escute, quero parar. Chega! Conceda o que me destes a outro pois eu falhei. Não encontrei as pessoas, não me encontrei e também não Te encontrei. Tentei mas falhei, por isso, por favor, me tire daqui pois sinto que não posso mais e mesmo a coragem de parar com isso por mim mesma me falta. Talvez seja no silêncio eterno onde eu finalmente me econtre e Te encontre.