sexta-feira, 4 de março de 2011

Divagando: sobre expectativas

Parâmetros de qualidade servem como limites para classificação se algo é bom ou ruim. Quando não existem ou são muito baixos, um resultado medíocre ganha tons de prêmio Nobel. Mas parâmetros também podem ser criados ou aumentados frustrando uma expectativa que antes era plenamente atendida.
As experiências acumuladas durante a vida têm um impacto direto sobre os valores pessoais que se moldam plasticamente às novas exigências do indíviduo e alteram suas percepções sobre o que é bom e o que é ruim. Alguns abandonam seus valores e ficam à mercê do acaso, outros agregam novos valores aos já existentes, outros ajustam a sintonia e ainda outros são refratários à mudança e permanecem agarrados a conceitos que mais fazem mal que bem. Os conteúdos pessoais e os estímulos do ambiente compõem os elementos que atuam no processo de valoração. Ambos podem ser mudados e por isso a expectativa de resultados diferentes é plenamente suportada e justificada. A estratificação de bom e ruim, a creditação/desacreditação de conceitos, tudo é sujeito passivo de mudança pois tudo se move, até mesmo quando parece parado, o movimento browniano é quem não me deixa mentir.
Os ciclos não param jamais, as expectativas se anulam, se moldam, se criam, em velocidades pessoais que nem sempre seguem o mesmo passo das oportunidades que aparecem pelo caminho.
Quem espera tem expectativa e quem não espera também tem pois espera pelo nada e o nada também é uma resposta. A qualidade da resposta ou a resposta nula é que irão satistafez ou frustrar, fazer feliz ou fazer chorar.

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