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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ação e Reação

Em alguns momentos, os sentimentos se intensificam de tal forma que ganham densidade e parece que podem se materializar no mundo físico.
Mas sentimentos não são objetos.
São abstrações que recebem nomes e têm conotações positivas ou negativas.
Sentimentos se traduzem em ações.
Gostar, odiar, amar ...
As ações podem ser em relação ao outro ou a si próprio.
Segundo Newton, "ação gera reação", ou seja, nada fica inerte ao ser incomodado. Porém, ações positivas nem sempre geram reações positivas pois o resultado de uma ação depende de fatores vários que fogem ao controle e à vontade do autor da ação.
No abstrato mundo dos sentimentos, as reações nem sempre são pareadas, do tipo "amor = amor". Esse par, algumas vezes se traduz como "amor = indiferença" e "indiferença = tristeza".
Os desdobramentos se multiplicam em outros sentimentos e ações que se estendem pela finitude da existência permeando as relaçãoes e as tentativas de conexões entre as pessoas.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Família além do sangue

Existem instituições que acolhem aqueles que ficam sós. São orfanatos, sanatórios, asilos, casas de recuperação, entre outros. Foi em um desses lugares que você apareceu, simplesmente apareceu. Apareceu, ficou. Até que um dia, alguém te percebeu e decidiu que aquele lugar não era o seu lugar. Assim, você passou a ser parte de uma família. Viveu a vida dos pais, viu os filhos se casarem, viu os pais morrerem, viu os filhos morrerem, se separarem e continuou com os que por aqui ficaram. Continuou cuidando, participando, sendo parte. Tão família, que você era chamada de tia, de avó, de irmã, amada e querida por todos. Nesse final de semana foi o dia das mães, e de longe vieram os parentes para te ver e te apresentar a mais nova integrante da família. Você se alegrou, riu e se emocionou com esse carinho de tão longe. Os de longe se foram. E hoje de manhã você se foi também. Depois da alegria do final de semana, no domingo a noite, seu corpo frágil decidiu que era hora de parar. Perda de Consciência, Hospital, Emergência, AVC, Transferência, UTI. É hora da visita: "lavem as mãos e desliguem os celulares". Sou a primeira a entrar e me perco entre os leitos. Te encontro fragilizada e quase não te reconheço. "Oi Tetê, sou eu". Por um momento, tenho a sensação que apesar de toda a parafernália do hospital você me reconhece, se mexe e aperta minha mão. Fico um tempo ao seu lado, mas tenho que ser breve, outros também querem ficar ao seu lado. Te acaricio o rosto, te dou um beijo, me despeço, e mais uma vez me perco entre os leitos, não encontro a saída. Me acho, me despeço dos que esperavam para entrar, me perco de novo na saída e chego à rua sem entender direito onde estou. Hoje de manhã, mensagem no celular "Teresa faleceu". Me perco de novo, mas daqui a pouco, me encontro com você de novo, dessa vez, a última por aqui. Tetê, o conceito de família vai além dos laços de sangue e você foi parte importante de uma família enorme que te acolheu, te amou e te cuidou em cada um dos dias em que esteve com você. Sentiremos tua falta. Até logo.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

As coisas mudam




O auto-conhecimento se dá não só pelo mergulho no "interior do meu interior" mas também pelo conhecimento e pelo convívio com o outro.
Quem me conhece de longa data sabe que as três coisas (não comportamentos) que eu mais odeio são: melão, elevador e pagode.
Mas, senhores e senhoras, as coisas mudam!!! Opiniões, ideias e gostos podem ser reavaliados e mudados. Incrível perceber que isso acontece de verdade!ACONTECE e pode acontecer com qualquer um!
Outro dia, experimentei um melão no CEASA. Um tipo diferente, não esse amarelo. Estava bem gelado e o feirante foi tão galante que parecia um insulto não experimentar. Foi uma surpresa boa demais e acabei me apaixonando pelo melão pele de sapo. Apesar do nome horrível, o sabor é surpreendente. Nesse dia, deixei de ser uma melãofóbica e tenho me permitido até o amarelo.
Sou fã de escadas tanto que não me incomoda subir vários andares, chego até mais cedo para fazer isso. Cronometrei o tempo e até o oitavo andar são 3 minutos em velocidade lenta e passo bem tranquilo. Não gosto de elevador, pela sensação de apnéia e de invasão de território. Elevador panorâmico? Pânico total! Mas ortopedistas podem recomendar que o subir escadas seja evitado para poupar joelhos com condromalácia. Morar em um 16º andar também pode cooperar para essa mudança de opinião e tornar o elevador um meio de transporte muito bem-vindo.
Pagode:"ai vem o desespero, machucando o coração, eu me entrego por inteiro implorando o teu perdão!". Junto com essa letra havia uma dancinha feita por homenzarrões fortões e bigodudos. Quando ouvi isso, quando vi isso ... decidi que odiaria o pagode. Mas quando comecei a aprender a dançar e quando um pagode foi usado para responder uma situação bem pessoal, minha opinião mudou. Não virei fã, mas o ódio passou e agora vejo com outros olhos as rodinhas de pagode pelas calçadas da cidade.
Portanto, queridos amigos, no próximo amigo da onça um vale-elavador, com CD de pagode e melão amarelo deixarão de ser presentes engraçados. Declaro encerrada a fase tortura MEP (melão-elevador-pagode).
Deixa acontecer naturalmente ...

http://www.youtube.com/watch?v=tKChV_aBLcc&feature=fvwrel

segunda-feira, 7 de março de 2011

Os amores da minha vida

Durante a vida vamos colecionando amores. Amores por pessoas, objetos, sentimentos, situações. Se a energia pessoal direcionada para essas variáveis não for canalizada respeitando-se o limites do indíviduo, elas se tornarão mais importantes que o próprio indivíduo.
A probabilidade de um pessoa adoecer fisicamente e psicologicamente pelo não -estabelecimento do "até onde isso é importante" é enorme! Os amores irão corroer as entranhas do ser, do fazer, do pensar, do estar, do querer. Matarão ou corromperão as vontades e farão da existência um período insuportável.
Que os amores tenham limite, que o fardo seja leve e que a vida seja plena da Graça.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vagamente divagando

O amor em versos
O amor em prosa
O amor no olhar
O amor no fazer
O amor no criar
O amor no ser
O amor no amar

Que não seja jóia rara
Que não seja preciso insistir
Que não seja preciso fingir

Que seja de verdade

Que ele encontre em mim
os motivos para amar
Sem que eu precise pedir
Sem que eu precise explicar
Sem que eu precise mudar

Ame-me pelo que sou
Não pelo que pareço ser
Ou pelo que quer que eu seja

Ame-me por inteiro
Ame-me com integridade
Ame-me com verdade
Ame-me com vontade

Com o amor que é só teu
Simplesmente
Ame-me