sexta-feira, 22 de abril de 2011

Há 20 dias ....

Não entendo a cultura do desapego
Acredito no apego
Acredito e me apego a isso
Mas talvez seja hora de desapegar
Entender que não existe infinito no que é finito

Ergo sum: Penso, logo existo !
A existência é finita
Finitos são os relacioamentos
Finitos são os compromissos
Finitos são os desejos
Finitos ...

Carpe diem: Aproveite o momento!
Aproveite pois o momento é finito
Desaparece, como a neblina
Se perde
Se esvai
Se vai
Se esvazia
Finito ...

Se foi
Fiquei eu
Na finitude
Na incompletude

Há 20 dias ...
O que foi?
Passou, não lembro
20 dias, se foram
Acabou
Findou

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sozinho acompanhado

Solidão na multidão
Solidão no grupo pequeno
Solidão a dois
Sozinho acompanhando

Solidão sozinho
Só eu
Eu só

Eu

Sozinho acompanhado
Truco
Blefe?

Vai saber ...
Todo mundo é só
Sozinho só
Sozinho acompanhado

http://youtube.com//watch?v=LU_QR_FTt3E
O que se quer da vida?
Viver é mais um ciclo com começo, meio e fim. Algumas pessoas nascem sabendo o que serão, por exemplo, os filhos de reis. O príncipe William sabia antes de existir que sua vida estaria ligada à política inglesa.
Outras pessoas vão descobrindo caminhos ou trilhando os caminhos já abertos por antepassados, como por exemplo nos negócios familiares que vão passando por gerações e gerações.
Sempre, você será avaliado contra alguma parâmetro que determinará se você é ou não um sucesso. A resposta a isso irá determinar a quantidade de pessoas que irão te querer por perto e as oportunidades que irão surgir.
Se você tem 1 ano e começou a engatinhar, ok, você é um sucesso; aos 2, espera-se que você comece a falar; no final da primeira década, você tem que escrever, ler e falar seu idioma materno com intimidade; aos 20, espera-se que você tenha concluído o ensino médio, feito um curso técnico, entrado na faculdade, e esteja falando e escrevendo mais um ou dois idiomas além do seu idioma materno; aos 30, espera-se que você esteja empregado, casado ou emocionalmente encaminhando... Muito bem, este é o padrão de sucesso e existem pessoas que o buscam com muito afinco. Conseguem e se sentem frustrados.
Então, o que se quer da vida?
Algumas pessoas vivem como se não estivessem onde estão. Vivem na espera e na esperança da mudança e da novidade.

domingo, 17 de abril de 2011

A simplicidade da beleza

As coisas mais lindas e mais significativas da vida são as mais simples.
A companhia de pessoas queridas em momentos importantes faz sentir-se amado na alegria e na tristeza. Que privilégio poder viver isso!

http://www.youtube.com/watch?v=MGmUHepwVE8

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Mexa-se!

A atividade física faz bem para o corpo e para a mente também. Vários são os estudos que usam modelos animais e humanos para mostrar que mexer-se de forma programada além de melhorar o tônus muscular, desencadeia uma série de mecanismos fisiológicos que resultam no bem-estar geral da pessoa humana.
Atividades individuais como a natação, treinam a concentração, o foco, o atingimento de metas pessoais.
As atividades em grupo como a dança, treinam o respeito, a confiança, a atenção e acima de tudo a socialização.
Seja sozinho, em dupla ou em grupo, mexer-se é importante.

Ossos do ofício

Depois de ensinar, avaliar o aprendizado de um aluno é o que julgo ser mais difícil.
Usando o método de prova individual 30% objetiva/70% dissertativa, 60% dos meus alunos ficaram abaixo da nota média! Quer dizer: somente 40% captaram o conteúdo e conseguiram responder às questões propostas em prova. Nenhum aluno gabaritou a prova e a maior nota foi 9,5.
Conversei com professores de outras disciplinas e o desempenho em prova foi parecido.
As provas aconteceram todas na mesma semana e acredito que esse seja um fator a ser levado em consideração; além disso, muitos alunos começaram nas turmas na segunda quinzena de março, então muito conteúdo foi perdido. Seja lá como for, média 4,0 é ruim demais!
Esse desempenho me incomoda muito pois me sinto avaliada por ele também.
Não posso ter a ingenuidade de acreditar que todos irão conseguir entender. Existem muitos fatores envolvidos nesse processo e eu não tenho poder sobre a maioria deles mas que eu tenha sabedoria para fazer o melhor no que eu puder ser melhor do que sou agora.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Realengo

O dia de ontem começou com o rádio-relógio me falando que alguém pegou carona no avião da presidente. No meio do dia, pouco antes do almoço, fiquei sabendo que um rapaz de seus 20 e poucos anos havia entrado em uma escola do Realengo no Rio de Janeiro e atirado nos alunos. Alguns morreram, outros ainda estão hospitalizados e os números só não são maiores porque alguns alunos conseguiram fugir e pedir ajuda a um policial militar que atingiu o rapaz atirador na perna e que logo depois se matou com um tiro na cabeça. Duas situações de invasão. É óbvio que a primeira notícia foi abafada pela segunda e ontem e hoje e pelas próximas semanas haverá um sem número de interepretações e leituras do que aconteceu. Chorei quando soube da história do Realengo. Tenho circulado por escolas públicas de São Paulo e convivido um pouco com os professores, funcionários e alunos. Já vi cenas de violência entre os alunos, que foram parar na mídia local, envolveram a Guarda Escolar e que culminaram com a expulsão/transferência dos responsáveis. As escolas que visitei têm um controle razoável dos que passam pelos portões. Alguns pulam os muros altos, mas o acesso não é tão simples. O rapaz do Realengo era ex-aluno. Entender o por quê de sua atitude ocupará várias mentes e teorias diversas serão postuladas. O Estadão de hoje diz que ele havia sido Testemunha de Jeová e que estava atualmente envolvido com o islamismo. Os grupos islâmicos brasileiros já disseram que não têm nada a ver com essa história. Muitas vozes vão tentar explicar e buscar a motivação do Wellington, o rapaz do Realengo, e outras tantas vão tentar se defender. No meio disso tudo, existem pelo menos até agora 13 mortos, outros tantos feridos, alguns em estado grave. Crianças, adolescentes, vidas novas. Alguns Wellingtons em potencial, outros tantos anônimos que seriam mais alguns brasileiros de classe média-baixa e outros tantos anônimos que talvez conseguissem ser mais que isso. Histórias que tiveram ponto final em 07 de abril de 2011 por causa de um rapaz chamado Wellington, solitário, triste, quieto, nenhum ou poucos laços. Analisar tudo isso, entender tudo isso ... algumas explicações vão se formar, mas nenhuma vai ser boa o bastante para trazer à vida aqueles todos que se foram. Meus sinceros sentimentos e minhas orações pelas famílias enlutadas.