O começo e o fim são iguais para todos.
Depois do nascimento, o único ponto de igualdade pelo qual podemos esperar é a morte. Todos, independentemente de classe, credo ou raça, passarão por essa experiência mais cedo ou mais tarde. Quando chega, é o momento em que todos se igualam pela justiça do término, a justiça do fim. O interlúdio pode ter sido diferente, mas o prelúdio e o poslúdio sempre serão iguais. Choro e dor para começar, choro e dor para terminar. Choro e dor no meio, mas com a opção de sorrir, apesar dos pesares.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
"Formando" o futuro
Desde que surgiram as especializações dos ofícios, fez-se necesário ensinar a teoria e a técnica de cada atividade. Cada atividade tem seu valor próprio, seja a que se restringe ao mundo empírico das ideias ou a que gera produtos e serviços para tornar a vida viável, pois não se vive só de ideias. A junção harmoniosa das duas vertentes, teoricamente, geraria sinergia de inteligências e o resultado seria a prática inteligente. Mas geralmente os intelectuais demais desprezam os práticos, taxando-os de consumistas, capitalistas, entre outros termos menos agradáveis, e os práticos não conseguem conversar com os intelectuais pois a sapiência teórica cria uma capa que limita ou mesmo isola a comunicação entre essas espécies.
A propagação do saber específico através da tradição oral ou dos cursos tecnológicos ou de graduação deveria gerar profissionais teóricos ou práticos com o mínimo de bagagem para exercer seus ofícios. Mas, quando entidades de classe se dispõem a avaliar a qualidade do aprendizado desses profissionais, acontecem aberrações como o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Cerca de 15% das universidades tiveram 0% de aprovação de seus alunos e nas poucas que tiveram os melhores índices, o melhor desempenho foi de cerca de 70% aprovados. Ou seja, nos melhores cursos, 30% dos que se graduaram não atenderam ao critério do que a entidade de classe entende como sendo o necessário para exercer a profissão. Esses 30% reprovados fazem parte do grupo que conclui a graduação e que representa os sobreviventes entre os muitos que desistiram ou simplesmente ainda não concluiram seus cursos.
Cenário ruim.
Peguntas que me faço diante disso:
1) como avaliar a formação de um profissional?
2) o que se deve avaliar?
3) como selecionar a entrada dos candidatos para uma graduação?
4) o que se deve ensinar para que o indíviduo seja considerado "formado" para uma determinada profisssão?
5) seleção na entrada, seleção na saída ... e o meio do processo?
As respostas para essas perguntas incluem temas como: vocação, aptidão, formação escolar básica, vestibular, curriculum mínimo da graduação, contexto social e econômico do indíviduo, qualidade do ensino superior, formação dos professores dos cursos de graduação, entre outros.
O assunto é delicado, essencial e amplo. Pensar em respostas é necessário, mas agir rápido é mais importante ainda.
A geração que se "forma" nesse momento se mostra inapta para responder às necessidades básicas do ofício para o qual se prepararam por pelo menos 4 anos em um curso de graduação. O resultado do exame da OAB é o indicador de um processo educacional muito ruim.
O que eu posso fazer para mudar isso? Não quero me restringir à teoria pois já entendi que não é assim que o cenário deve ser. Então, que sementes eu devo plantar para que os meus alunos sejam melhor "formados"? Que os próximos semestres me ajudem a ter ferramentas para responder a essas questões e me tornarem apta à ação consciente.
Só para constar, o índice de reprovação de minhas turmas variou entre 25-75%, ou seja, em média dos meus quase 300 alunos, 150 foram reprovados. Grande parte disso se deve à falta dos pré-requisitos mínimos para o entendimento do conteúdo específico de uma disciplina que é ministrada no penúltimo semestre do curso. Teoricamente, os que "passaram" entenderam as diferenças básicas entre os diferentes tipos de medicamento e como esses produtos são produzidos. Teoricamente ...
A propagação do saber específico através da tradição oral ou dos cursos tecnológicos ou de graduação deveria gerar profissionais teóricos ou práticos com o mínimo de bagagem para exercer seus ofícios. Mas, quando entidades de classe se dispõem a avaliar a qualidade do aprendizado desses profissionais, acontecem aberrações como o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Cerca de 15% das universidades tiveram 0% de aprovação de seus alunos e nas poucas que tiveram os melhores índices, o melhor desempenho foi de cerca de 70% aprovados. Ou seja, nos melhores cursos, 30% dos que se graduaram não atenderam ao critério do que a entidade de classe entende como sendo o necessário para exercer a profissão. Esses 30% reprovados fazem parte do grupo que conclui a graduação e que representa os sobreviventes entre os muitos que desistiram ou simplesmente ainda não concluiram seus cursos.
Cenário ruim.
Peguntas que me faço diante disso:
1) como avaliar a formação de um profissional?
2) o que se deve avaliar?
3) como selecionar a entrada dos candidatos para uma graduação?
4) o que se deve ensinar para que o indíviduo seja considerado "formado" para uma determinada profisssão?
5) seleção na entrada, seleção na saída ... e o meio do processo?
As respostas para essas perguntas incluem temas como: vocação, aptidão, formação escolar básica, vestibular, curriculum mínimo da graduação, contexto social e econômico do indíviduo, qualidade do ensino superior, formação dos professores dos cursos de graduação, entre outros.
O assunto é delicado, essencial e amplo. Pensar em respostas é necessário, mas agir rápido é mais importante ainda.
A geração que se "forma" nesse momento se mostra inapta para responder às necessidades básicas do ofício para o qual se prepararam por pelo menos 4 anos em um curso de graduação. O resultado do exame da OAB é o indicador de um processo educacional muito ruim.
O que eu posso fazer para mudar isso? Não quero me restringir à teoria pois já entendi que não é assim que o cenário deve ser. Então, que sementes eu devo plantar para que os meus alunos sejam melhor "formados"? Que os próximos semestres me ajudem a ter ferramentas para responder a essas questões e me tornarem apta à ação consciente.
Só para constar, o índice de reprovação de minhas turmas variou entre 25-75%, ou seja, em média dos meus quase 300 alunos, 150 foram reprovados. Grande parte disso se deve à falta dos pré-requisitos mínimos para o entendimento do conteúdo específico de uma disciplina que é ministrada no penúltimo semestre do curso. Teoricamente, os que "passaram" entenderam as diferenças básicas entre os diferentes tipos de medicamento e como esses produtos são produzidos. Teoricamente ...
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Ehhe "Sum" Paulo

Dia de inverno, ponte de feriado ... dois paulistanos passenado por São Paulo como se a vissem pela primeira vez. Uma hora de fila, 5 minutos de contemplação. O alto do edifício Altino Arantes, o prédio do ex-Banespa, é um dos pontos mais altos do centro velho de onde se pode degustar a diversidade da arquitetura e a bagunça que é essa cidade. Se você respirar mais intensamente, correrá o risco de ter uma apnéia, tanta é a fumaça que se vê e se sente lá em cima. Talvez seja esse o real motivo para que a visita dure somente 5 minutos.
sábado, 18 de junho de 2011
Um minuto de silêncio
"Um minuto de silêncio" é a expressão usada para prestar homenagem a alguém que se vai. Porém, nessas situações eu prefiro pensar em "fermata" pois essa é a figura que em linguagem musical significa que o silêncio será sustentado segundo a vontade do maestro.
Na fermata o silêncio é indefinido, no "um minuto de silêncio" a finitude do momento é definida.
Muito bem ... nessa fermata uma voz e um piano entram em silêncio indefinido. "A minha vida eu entrego a Deus, pois Seu filho Ele entregou por mim. Não importa onde for, seguirei meu Senhor. Sobre terra ou mar, onde Deus mandar, irei". Tua voz se cala e não mais te ouviremos cantar essa canção. Seguindo a letra, agora teu tempo e teu lugar aqui deixam de existir. Foi uma luta longa e difícil demais. Algumas batalhas vitoriosas mas teu corpo frágil não mais suportou tanta dor. Fermata, Alê... até o momento em que o maestro decida ser hora de juntar as melodias e criar a harmonia eterna.
Na fermata o silêncio é indefinido, no "um minuto de silêncio" a finitude do momento é definida.
Muito bem ... nessa fermata uma voz e um piano entram em silêncio indefinido. "A minha vida eu entrego a Deus, pois Seu filho Ele entregou por mim. Não importa onde for, seguirei meu Senhor. Sobre terra ou mar, onde Deus mandar, irei". Tua voz se cala e não mais te ouviremos cantar essa canção. Seguindo a letra, agora teu tempo e teu lugar aqui deixam de existir. Foi uma luta longa e difícil demais. Algumas batalhas vitoriosas mas teu corpo frágil não mais suportou tanta dor. Fermata, Alê... até o momento em que o maestro decida ser hora de juntar as melodias e criar a harmonia eterna.
sábado, 11 de junho de 2011
Ser, saber, poder, querer
A lucidez e o discernimento que as experiências pessoais nos trazem são como abrir uma janela e deixar a luz entrar em um quarto escuro. Quando a mobília desse quarto é sólida, graças à boa formação e educação, os limites do pensamento se expandem, a tolerância aumenta, o preconceito diminui. Quando alguém se percebe mais maduro do que seus pares sobre determinados temas, sua é a responsabilidade de entender a situação de fragilidade do outro e ter a sabedoria de aceitar as falhas e buscar a convivência pacífica. Saber é poder. Poder para subjugar, poder para amar. A escolha é pessoal.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Quero abraço
No decorrer dos anos, vamos enfrentando situações diversas. Aprendemos a nos mostrar corajosos e a passar ou conviver com problemas e os novos desafios. Apesar de toda essa fortaleza que nos é cobrado no meu caso, no mais fundo o que eu mais desejo nesse momento é um pouco de aconchego e carinho. Queria um abraço, queria um beijo, queria um afago. Mas, na minha família as pessoas não se tocam. A relação é distante. Dou um beijo em minha mãe todos os dias, mas posso contar nas mãos as vezes em que recebi alguma manifestação de carinho de meu pai e de meu irmão. O suporte emocional tb faz parte e conviver em um mesmo espaço não quer dizer que somos familia. Preciso de alguem que me abrace, me beije e me aconchegue. Cade essa pessoa?
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