
Por muito tempo, fiz parte do grupo que se dizia avesso às rotinas. Mas o tempo passa, as experiências se acumulam e ajudam a renovar as percepções e a desconstruir conceitos.
Tenho aprendido que o estabelecimento de rotinas, ou seja, atividades que se repetem em determinado espaço de tempo, é um requisito importante para a manutenção do equilíbrio pessoal e para o atingimento de objetivos.
As rotinas não são prisões mas sim um jeito organizado de se viver.
Existem prisões pessoais que fazem das rotinas uma bitola estreita da qual não se pode desviar jamais. Podem ser uma situação patológica e aí é preciso identificar, analisar e tratar cada caso com o devido cuidado, seja ele farmacológico, seja ele psicoterapêutico.
Quando o plano de fundo não é patológico, existe a liberdade de se escolher por outros caminhos e de se viver com a responsabilidade das consequências das escolhas.
Que a Graça da lucidez possa estar presente para se entender que mudanças podem acontecer dentro das rotinas e que as rotinas também podem ser mudadas sempre que novos caminhos precisarem ser trilhados.
Como bem disse a poeta Elisa Lucinda, "parem de falar mal da rotina". rsrsrs
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