O mundo corporativo é rico em exemplos de estratégias para melhorar o resultado dos processos de trabalho. 5S, 6Sigma, Lean Manufacturing, Simplicity... Vários termos que ao fim e ao cabo significam sempre "fazer mais com menos",ou seja, maximizar o lucro usando o mínimo de recursos. Pessoas físicas que tomam parte desses processos são usadas e abusadas até o limite físico, mental e psicológico e algumas vezes, esses limites são extrapolados como no exemplo das empresas japonesas que internam seus funcionários em alojamentos e que têm de mantê-los sob vigilância permanente devido às inúmeras tentativas de suicídio, em alguns casos, bem sucedidas. Nesse cenário o termo "simplicity" soa incoerente.
Porém, a simplicidade aplicada de forma coerente tornaria não só os processos produtivos mais rentáveis como também vários aspectos da vida humana muito mais interessantes e prazerosos. A mente humana não é nada simples e o adensamento que se constrói devido às vivências pessoais, preconceitos e conceitos, torna complicado o que deveria ser simples. As variáveis são tantas que ações básicas, primordiais e primitivas são recobertas por camadas espessas que escondem a essência distorcendo o sentido primário. Romper essas camadas envolve um trabalho árduo geralmente impossível de ser feito na individualidade e por isso contar com a amizade sincera de outra pessoa física é o recurso mais valioso para que a simplicidade dos relacionamentos possa se refletir na sanidade da mente e do corpo.
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