Entender como o ser humano aprende é um tema que tem desafiado pensadores ao longo do tempo e espaço. Os mecanismos cerebrais relacionados à memória e as teorias que se propõem a explicar a sua relação com a aprendizagem são interessantíssima e existem teorias para todos os gostos. Lamento que tantos dos que optam pelo ensino não tenham se dedicado com sinceridade ao estudo desse assunto. Muitos desses colegas continuem a entoar o mantra de que se o aluno não aprende o problema é do aluno. Será que estamos ensinando da forma certa? É inocente e incoerente acreditar que todos os alunos que passarem pelo nosso caminho serão despertados para o maravilhoso mundo do saber. Parte do processo é de minha resposabilidade e a outra parte está relacionada com a vontade, com o querer, com a receptividade e bagagem de conhecimentos prévios do meu aluno. Mas se eu me comprometer a aprender a aprender e a ensinar, estará resolvida a parte da equação de aprendizado que depende de minha capacidade de ser professor.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Existem vários maneiras de valor uma pessoa. Tais critérios geralmente se baseiam no fator monetário, ou seja, você é o que você tem: Você é valorizado pelo seu poder aquisitivo e as coisas que você é capaz de comprar. Imóveis, veículos, roupas, tratamentos estéticos, jantares caríssimos em restaurantes da moda, viagens a lugares badalados, participações em eventos sociais em que as caras sempre se parecem e você se torna mais um adorno no ambiente.
Depois do fator monetário, o fator estético conta bastante também. Se você for mulher, seu valor será reflexo de sua idade, da cor de sua pele, do peso do seu corpo,
Após esses critérios de valoração primários, padrões de comportamento
Depois do fator monetário, o fator estético conta bastante também. Se você for mulher, seu valor será reflexo de sua idade, da cor de sua pele, do peso do seu corpo,
Após esses critérios de valoração primários, padrões de comportamento
domingo, 31 de julho de 2011
Liberalidade, legalidade, naturalidade, moralidade
O que é ser cristão?
Ser cristão é ser natural e ter os princípios de Jesus em sua vida ...
O que é ser natural?
É viver a vida sem religiosidade e legalidade ...
Esses são conceitos divulgados e defendidos por algumas comunidades cristãs que se dizem contrárias ao legalismo e à religiosidade. Esse novo movimento se declara avesso às igrejas históricas frutos de movimentos evangelísticos, principalmente o americano, que trouxeram para o Brasil denominações como a batista.
A nova igreja também é contra o jargão e comportamento pentecostal e neopentecostal que separa a sociedade em "o mundo" e "os salvos" e se diz incluída no mundo pois o reino de Deus deve estar incluído na sociedade e não separado dela.
No meio disso, me pergunto "qual é o conceito de cristão?", "qual é a ética do cristianismo?" "qual é a marca, qual é a diferença do cristão?".
Dúvidas ...
Em muitos pequenos grupos, que eu inocentemente pensava serem espaços reflexivos para o estudo de textos bíblicos, me deparei com a tentativa de um grupo de afinidades levantadas por questionário...
Os conceitos colocados no título deste texto são usados com frequencia para tentar explicar a igreja atual. Mas, enfim, o que é ser cristão? quem é a igreja de Cristo?
Ser cristão é ser natural e ter os princípios de Jesus em sua vida ...
O que é ser natural?
É viver a vida sem religiosidade e legalidade ...
Esses são conceitos divulgados e defendidos por algumas comunidades cristãs que se dizem contrárias ao legalismo e à religiosidade. Esse novo movimento se declara avesso às igrejas históricas frutos de movimentos evangelísticos, principalmente o americano, que trouxeram para o Brasil denominações como a batista.
A nova igreja também é contra o jargão e comportamento pentecostal e neopentecostal que separa a sociedade em "o mundo" e "os salvos" e se diz incluída no mundo pois o reino de Deus deve estar incluído na sociedade e não separado dela.
No meio disso, me pergunto "qual é o conceito de cristão?", "qual é a ética do cristianismo?" "qual é a marca, qual é a diferença do cristão?".
Dúvidas ...
Em muitos pequenos grupos, que eu inocentemente pensava serem espaços reflexivos para o estudo de textos bíblicos, me deparei com a tentativa de um grupo de afinidades levantadas por questionário...
Os conceitos colocados no título deste texto são usados com frequencia para tentar explicar a igreja atual. Mas, enfim, o que é ser cristão? quem é a igreja de Cristo?
domingo, 24 de julho de 2011
"Vanilla Sky"

Já li vários comentários sobre o cenário "Vanilla sky" nas fotos das redes sociais. As caras mudam, mas as cenas e os sorrisos são sempre os mesmos. Fotos em grupos, pessoas que se abraçam e que mostram os dentes para a lente que os foca. Todos muito felizes, lindos, maquiados, sorridentes e cheios de amigos.
"Uma imagem fala mais do que mil palavras", diria um publicitário. E na imagem que se vende não há espaço para a tristeza, não há espaço para a melancolia,não há espaço para gente de verdade.
Nas fotos de muito antigamente, as pessoas não sorriam com tanta facilidade. Havia aquela foto "retrato" em que uma família inteira ia para o estúdio do fotógrafo e o resultado era um registro bastante austero de uma família repleta de filhos. O conceito de família se modernizou, evoluiu (?), se diluiu e está muito distante do que o "retrato" captava. Os filhos são em número muito menor ou simplesmente não existem ou foram substituídos por um cachorro/gato. O pai pode não ser homem e a mãe pode não ser mulher. Não concordo com nenhum desses modelos, mas isso é conversa para uma outra hora.
Gente de verdade não ri o tempo todo. Imortalizar momentos de felicidade é um desejo genuíno e louvável de quem quer ter história, mas acreditar que ser feliz é congelar um sorriso no rosto e mostrá-lo para todas as lentes sem ter a mínima consideração ou noção de quem é o ser humano ao lado naquele momento é tão ingênuo quanto acreditar no senhor obeso de roupas vermelhas com pompons brancos, que voa de trenó e consegue passar pela abertura de uma chaminé para entregar presentes no final do ano.
Abra os olhos, afinal "Vanilla sky" é uma utopia comprada para que a realidade não seja vista!
Foto: http://intratecal.wordpress.com/2010/03/24/vanilla-sky/
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Enfim, iguais
O começo e o fim são iguais para todos.
Depois do nascimento, o único ponto de igualdade pelo qual podemos esperar é a morte. Todos, independentemente de classe, credo ou raça, passarão por essa experiência mais cedo ou mais tarde. Quando chega, é o momento em que todos se igualam pela justiça do término, a justiça do fim. O interlúdio pode ter sido diferente, mas o prelúdio e o poslúdio sempre serão iguais. Choro e dor para começar, choro e dor para terminar. Choro e dor no meio, mas com a opção de sorrir, apesar dos pesares.
Depois do nascimento, o único ponto de igualdade pelo qual podemos esperar é a morte. Todos, independentemente de classe, credo ou raça, passarão por essa experiência mais cedo ou mais tarde. Quando chega, é o momento em que todos se igualam pela justiça do término, a justiça do fim. O interlúdio pode ter sido diferente, mas o prelúdio e o poslúdio sempre serão iguais. Choro e dor para começar, choro e dor para terminar. Choro e dor no meio, mas com a opção de sorrir, apesar dos pesares.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
"Formando" o futuro
Desde que surgiram as especializações dos ofícios, fez-se necesário ensinar a teoria e a técnica de cada atividade. Cada atividade tem seu valor próprio, seja a que se restringe ao mundo empírico das ideias ou a que gera produtos e serviços para tornar a vida viável, pois não se vive só de ideias. A junção harmoniosa das duas vertentes, teoricamente, geraria sinergia de inteligências e o resultado seria a prática inteligente. Mas geralmente os intelectuais demais desprezam os práticos, taxando-os de consumistas, capitalistas, entre outros termos menos agradáveis, e os práticos não conseguem conversar com os intelectuais pois a sapiência teórica cria uma capa que limita ou mesmo isola a comunicação entre essas espécies.
A propagação do saber específico através da tradição oral ou dos cursos tecnológicos ou de graduação deveria gerar profissionais teóricos ou práticos com o mínimo de bagagem para exercer seus ofícios. Mas, quando entidades de classe se dispõem a avaliar a qualidade do aprendizado desses profissionais, acontecem aberrações como o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Cerca de 15% das universidades tiveram 0% de aprovação de seus alunos e nas poucas que tiveram os melhores índices, o melhor desempenho foi de cerca de 70% aprovados. Ou seja, nos melhores cursos, 30% dos que se graduaram não atenderam ao critério do que a entidade de classe entende como sendo o necessário para exercer a profissão. Esses 30% reprovados fazem parte do grupo que conclui a graduação e que representa os sobreviventes entre os muitos que desistiram ou simplesmente ainda não concluiram seus cursos.
Cenário ruim.
Peguntas que me faço diante disso:
1) como avaliar a formação de um profissional?
2) o que se deve avaliar?
3) como selecionar a entrada dos candidatos para uma graduação?
4) o que se deve ensinar para que o indíviduo seja considerado "formado" para uma determinada profisssão?
5) seleção na entrada, seleção na saída ... e o meio do processo?
As respostas para essas perguntas incluem temas como: vocação, aptidão, formação escolar básica, vestibular, curriculum mínimo da graduação, contexto social e econômico do indíviduo, qualidade do ensino superior, formação dos professores dos cursos de graduação, entre outros.
O assunto é delicado, essencial e amplo. Pensar em respostas é necessário, mas agir rápido é mais importante ainda.
A geração que se "forma" nesse momento se mostra inapta para responder às necessidades básicas do ofício para o qual se prepararam por pelo menos 4 anos em um curso de graduação. O resultado do exame da OAB é o indicador de um processo educacional muito ruim.
O que eu posso fazer para mudar isso? Não quero me restringir à teoria pois já entendi que não é assim que o cenário deve ser. Então, que sementes eu devo plantar para que os meus alunos sejam melhor "formados"? Que os próximos semestres me ajudem a ter ferramentas para responder a essas questões e me tornarem apta à ação consciente.
Só para constar, o índice de reprovação de minhas turmas variou entre 25-75%, ou seja, em média dos meus quase 300 alunos, 150 foram reprovados. Grande parte disso se deve à falta dos pré-requisitos mínimos para o entendimento do conteúdo específico de uma disciplina que é ministrada no penúltimo semestre do curso. Teoricamente, os que "passaram" entenderam as diferenças básicas entre os diferentes tipos de medicamento e como esses produtos são produzidos. Teoricamente ...
A propagação do saber específico através da tradição oral ou dos cursos tecnológicos ou de graduação deveria gerar profissionais teóricos ou práticos com o mínimo de bagagem para exercer seus ofícios. Mas, quando entidades de classe se dispõem a avaliar a qualidade do aprendizado desses profissionais, acontecem aberrações como o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Cerca de 15% das universidades tiveram 0% de aprovação de seus alunos e nas poucas que tiveram os melhores índices, o melhor desempenho foi de cerca de 70% aprovados. Ou seja, nos melhores cursos, 30% dos que se graduaram não atenderam ao critério do que a entidade de classe entende como sendo o necessário para exercer a profissão. Esses 30% reprovados fazem parte do grupo que conclui a graduação e que representa os sobreviventes entre os muitos que desistiram ou simplesmente ainda não concluiram seus cursos.
Cenário ruim.
Peguntas que me faço diante disso:
1) como avaliar a formação de um profissional?
2) o que se deve avaliar?
3) como selecionar a entrada dos candidatos para uma graduação?
4) o que se deve ensinar para que o indíviduo seja considerado "formado" para uma determinada profisssão?
5) seleção na entrada, seleção na saída ... e o meio do processo?
As respostas para essas perguntas incluem temas como: vocação, aptidão, formação escolar básica, vestibular, curriculum mínimo da graduação, contexto social e econômico do indíviduo, qualidade do ensino superior, formação dos professores dos cursos de graduação, entre outros.
O assunto é delicado, essencial e amplo. Pensar em respostas é necessário, mas agir rápido é mais importante ainda.
A geração que se "forma" nesse momento se mostra inapta para responder às necessidades básicas do ofício para o qual se prepararam por pelo menos 4 anos em um curso de graduação. O resultado do exame da OAB é o indicador de um processo educacional muito ruim.
O que eu posso fazer para mudar isso? Não quero me restringir à teoria pois já entendi que não é assim que o cenário deve ser. Então, que sementes eu devo plantar para que os meus alunos sejam melhor "formados"? Que os próximos semestres me ajudem a ter ferramentas para responder a essas questões e me tornarem apta à ação consciente.
Só para constar, o índice de reprovação de minhas turmas variou entre 25-75%, ou seja, em média dos meus quase 300 alunos, 150 foram reprovados. Grande parte disso se deve à falta dos pré-requisitos mínimos para o entendimento do conteúdo específico de uma disciplina que é ministrada no penúltimo semestre do curso. Teoricamente, os que "passaram" entenderam as diferenças básicas entre os diferentes tipos de medicamento e como esses produtos são produzidos. Teoricamente ...
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